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Rev. Sérgio Andrade, Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, assume a presidência da Diaconia

convite diaconia

A Diaconia tem um novo presidente para o triênio 2016-2018. Reverendo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Sérgio Andrade nasceu no Rio de Janeiro, mas reside no Recife há quase 20 anos. Chegou na capital pernambucana em 1997 para trabalhar no terceiro setor e, dois anos depois, foi incorporado ao quadro funcional da Diaconia como coordenador de Programa Social, função que desempenhou até 2010.  Entre 2010 e 2011, atuou como coordenador Político-Pedagógico e, no triênio 2013-2015, ocupou a função de 1º tesoureiro no Conselho Diretor da entidade. É casado com a professora Karina Advíncula e pai de cinco filhos: Luis Guilherme (23), Mariana (20), Isabela (19), Pedro e Letícia (6). Nesta entrevista, Sérgio Andrade fala sobre os desafios e expectativas para os próximos três anos, adianta as marcas da sua gestão, e comenta os impactos da atual conjuntura nacional e internacional sobre o terceiro setor.

Sérgio Andrade

1 – O que significa/representa para o senhor estar à frente de uma instituição comprometida há quase cinco décadas com a promoção e defesa dos direitos humanos?

Participar da Diaconia, agora como colaborador na presidência da instituição, ao lado de outros irmãos e irmãs, é acima de tudo uma imensa responsabilidade. Digo isso diante da história da Diaconia e de tudo aquilo que foi construído no passado com nossos parceiros e público beneficiário. Olho também para o futuro e reconheço os enormes desafios que estão diante de nós, particularmente em tempo tão complexos como este, nas conjunturas nacional e internacional. Que Deus nos conceda sabedoria e discernimento para os dias que virão.  

 

2 – Além de compor a gestão anterior como 1º Tesoureiro, o senhor também já integrou corpo funcional da Diaconia em duas ocasiões. De que forma essa experiência/proximidade com a instituição poderá contribuir, agora, para a sua atuação à frente do Conselho Diretor? 

De fato, conheço a instituição. Participei de um período importante de sua história recente e aprendi muito sobre a Diaconia, sua missão e trabalho. Um dos aspectos mais fortes da instituição é sua capacidade mobilizadora e intensa participação horizontal. Creio que, nessa perspectiva, colaborarei a partir de compromissos que sempre assumi na minha caminhada com a instituição. Diálogo participativo, descentralização, compromisso com a garantia de direitos e protagonismo dos beneficiários deverão estar sempre presentes em nosso trabalho.

 

3 – Que desafios a nova gestão da Diaconia deve enfrentar neste triênio? E o que a sociedade pode esperar da instituição para os próximos três anos?
As mudanças em curso na sociedade brasileira e no mundo no campo político-econômico-social nos fazem refletir sobre os novos papéis de instituições como Diaconia. Atualmente, caminhamos para o encerramento do nosso plano decenal e, a partir do que planejamos, devemos construir o que desejamos ser no futuro. Prudência, diálogo, coragem e firmeza devem ser as marcas de uma gestão que pretende obter êxito para o encerramento desta etapa, ressaltando que nosso olhar deve estar firmado permanentemente para nosso público beneficiário. 

 

  1. O Brasil vive um período de instabilidade política e econômica, com impactos diretos no terceiro setor. Como o senhor avalia o atual cenário e que caminhos as organizações da sociedade civil devem seguir para “driblar” as dificuldades apresentadas neste momento?

 

O cenário atual está repleto de desafios para o terceiro setor. Encontrar caminhos para realizar aquilo que ainda nos falta irá requerer criatividade e compromisso. É verdade que deveremos acessar números menores de recursos públicos diante desta crise econômica. Porém, é preciso reconhecer que ainda há campo aberto para que, ao lado de nossos parceiros, sigamos lutando por políticas amplas que atendam as demandas sociais, particularmente para crianças, adolescentes, jovens, agricultores e agricultoras. 

 

5 – As agências de cooperação internacional também estão de saída do Brasil. Alguns parceiros históricos da Diaconia, como a Igreja da Suécia, passam a concentrar investimentos em países da América Central e da Europa. Como a Diaconia está se adaptando a esse novo cenário?

 

Em primeiro lugar, devemos reconhecer que Diaconia contou e ainda conta com o apoio destas agências. Digo isso porque a sustentabilidade institucional passa pelo aporte de recurso financeiro, mas, principalmente, pela legitimidade política e social; e esta, sem dúvida, foi fruto de um companheirismo histórico com as agências internacionais que reconheceram a seriedade de nosso trabalho e o compromisso com a justiça, a dignidade e os direitos humanos. 


É verdade que alguns parceiros investem em outros países. Tal realidade impõe à Diaconia e outras instituições a procura de novos caminhos. Creio que encontraremos outras mãos que andem conosco. Há um enorme potencial na sociedade brasileira, particularmente nas igrejas, que precisa ser reconhecido e desenvolvido. O Brasil não é um país pobre. Somos uma nação marcada, historicamente, pela injustiça. 

Roda de Diálogos em Caruaru – Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa

Roda de Diálogos

Neste dia 21 de janeiro, o Coletivo Afro Ilê Dandara promoveu no auditório do Museu do Barro (Caruaru/PE), uma “Roda de Diálogos” com a participação de representantes de credos diversos e até de quem não professa nenhuma religião, todavia, almeja e trabalha por uma convivência social, onde o respeito à diversidade religiosa seja um marco de convergência ao bem comum.

Tivemos as presenças de Pe. Everaldo Fernandes (ICAR), Sastra Dasa Nicolau (Comunidade Hare Krishna), Babalorixá Jeremias, Dr. João Alfredo Beltrão Filho (Adventista do 7º dia), Dr. Ronaldo Sales (Sociólogo pela UFPE) e a Reverenda Lílian Linhares (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil), através das explanações ficou evidenciado a necessidade urgente, de cada ser humano fazer sua parte em favor do bem comum, desse macro coletivo que é de todos.

O evento iniciou com a projeção do filme: “Jardim das Folhas Sagradas” uma película nacional que aborda de forma cristalina a grave questão, da intolerância e desrespeito ao credo alheio, e seguiu-se com cada debatedor fazendo uma breve explanação sobre aspectos do filme e da diversidade religiosa existente no Brasil, sendo finalizado com a interação de alguns participantes também comungando do pensamento de que um outro mundo é possível sim, e para que isso seja efetivado urge que palavras como respeito, solidariedade, participação social e fraternidade, ganhem vida, saindo do texto frio e mecânico dos dicionários, para o exercício diário de cada um de nós!

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Fórum Diálogos PE (1)

No dia 21 de janeiro, Dia Mundial da Religião, no Ilê Obá Aganjú Okoloyá, Terreiro de Mãe Amara, em Dois Unidos, foi realizada a primeira reunião do ano do Fórum Diálogos, do qual a Revda. Lilian Lira é a representante da Diocese Anglicana do Recife. A data foi instituída em 2007, em alusão e homenagem à Mãe Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda, que em 1999 teve a casa e o Terreiro invadidos por um grupo evangélico; e que como consequência, teve um infarto que a deixou hospitalizada, recebendo ainda uma edição da Folha Universal que estampou em sua capa uma foto de Mãe Gilda sob a manchete “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. Como resultado dessas investidas violentas, a Mãe Gilda veio a falecer. O que se configurou como um caso emblemático de intolerância religiosa como crime. Em 2007, o então Presidente Lula sancionou a Lei Lei nº 11.635 que faz do 21 de janeiro o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O Fórum Diálogos reúne lideranças de algumas denominações cristãs, tradições de matrizes africanas, afro-brasileiras e afro-indígenas; instituições públicas; pesquisadores e pesquisadoras; cidadãs e cidadãos sem religião, bem como representações de outras religiões: Arquidiocese de Olinda e Recife; Associação de Babalorixás e Yalorixás dos Cultos Afrobrasileiros do Estado de Peranambuco; Centro de Estudos Budistas Bodisatva; Centro Islâmico do Recife; Comunidade Bahá`Í do Recife; Exército da Salvação; Federação Espírita Pernambucana; Igreja Anglicana do Cone Sul da América – Diocese do Recife; Igreja Tenrikyo Hoyo do Nordeste; Ilé Asé Ebgé Awo (Comunidade do Segredo); Ministério Público de Pernambuco – 7ª Promotoria de Direitos Humanos; MOVPAZ – Movimento Internacional pela Paz e Não-Violência; Rede de Mulheres de Terreiro; Religião de Deus; Seirenji – Centro Zen do Recife; Sociedade Internacional da Consciênica de Krishna de Pernambuco; Templo Espiritualista Pai Oxoce; Igreja de Deus; Igreja Ortodoxa Siriana; Diocese Anglicana do Recife.

Dia Mundial do(a) Migrante e do(a) Refugiado(a)

Celebração-Inter-religiosa-pela-Paz_14 jan

No dia 14 de janeiro, em alusão ao 17 de janeiro,  Dia Mundial do(a) Migrante e do(a) Refugiado(a), no Auditório da Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE, foi realizado um Culto Interreligioso pela Paz Mundial, organizado pela Cáritas Brasileira – organismo do Conselho Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), da Igreja Católica Apostólica Romana –, entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário. O Culto contou com a participação de lideranças de várias tradições religiosas: Arquidiocese de Olinda e Recife; Centro de Estudos Budistas Bodisatva; Centro Islâmico do Recife; Comunidade Bahá`Í do Recife; Federação Espírita Pernambucana; Rede de Mulheres de Terreiro; Igreja Ortodoxa Siriana; Diocese Anglicana do Brasil – Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. A Diocese Anglicana do Brasil foi representada pela Revda. Lilian Lira, cuja mensagem enfatizou o ethos anglicano como ecumênico e aberto ao diálogo inter-religioso.

Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra

Juvente Negra

No 12 de janeiro, no Ponto Missionário da Liberdade, foi promovida uma primeira reunião de lideranças de Jaboatão dos Guararapes com  a coordenação do GT Racismo da Polícia Militar de Pernambuco. A reunião foi facilitada pela Revda. Lilian Lira, encarregada pelo Ponto Missionário Liberdade, e contou com a presença da Capitã Lúcia Helena Salgueiro e do Soldado Robson Moura, do GT Racismo PM-PE; de Tairine Pimentel, da Rede Ecumênica da Juventude (REJU); Juliane Rodrigues, da REJU e do Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP); Irani Elias, do Coletivo de Mulheres de Jaboatão; Felipe Bernado e Anderson Oliveira, lideranças jovens de Jaboatão.

Encaminhamentos: foi agendada e está sendo organizada uma primeira Agenda Pública sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra e a Desmilitarização da Polícia Militar para o dia 20 de fevereiro de 2015, Dia Mundial da Justiça Social, que será realizada na Estação Juventude, da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, com intuito de reunir jovens jaboatonenses. Quem desejar se somar, maiores informações: Revda. Lilian Lira, liliancsilva13@gmail.com.

MENSAGEM DO PRIMAZ SOBRE O ANO NOVO

Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. Josué 1:9

Irmãos e irmãs,

Paz seja com vocês!

O Senhor coloca à nossa frente mais um ano novo para continuarmos a fazer a história que Ele espera que façamos. Estamos vivendo tempos de enormes desafios – que sempre existiram diante de nós – mas que na atual conjuntura exige que tenhamos motivação redobrada. Nosso país precisa trilhar um caminho de ajustes que vão além das dificuldades econômicas que exigirão disciplina e seriedade governamental no seu enfrentamento.

A crise política precisa dar lugar a uma democracia forte em que os interesses do povo brasileiro sejam colocados acima de quaisquer outros interesses eleitorais. A crise ética de gestão da coisa pública precisa dar lugar à transparência e ao cumprimento estrito da lei. O povo brasileiro precisa retomar o controle social das instituições que o representam. A era de privilégios deve dar lugar à justiça afirmativa, voltada para o bem comum de todas as pessoas cidadãs.

Como Igreja, devemos assumir a nossa responsabilidade de viver a nossa fé dentro e fora de nossos templos. Para dentro, devemos aperfeiçoar os nossos instrumentos de evangelização, de anuncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Alimentar com substância teológica e pastoral o nosso povo. Fortalecer e afirmar o testemunho de nossos jovens. Garantir o protagonismo das mulheres. Ampliar a consciência de nossa responsabilidade social e política. Orar e agir, sempre impelidos pelo amor e pelo compromisso com a verdade. Tornarmo-nos críticos diante das propostas aventureiras (religiosas ou políticas) que tentam capturar a consciência de nosso povo.

Não podemos aceitar discursos e práticas que lesem os direitos de nossa gente mais pobre. Por ser um ano de eleições municipais, devemos nos preparar para rechaçar discursos eleitoreiros de quem não está seriamente capacitado a defender os interesses da sociedade brasileira.

Nossa diaconia deve ser ampliada com qualificação de nossos quadros. Corajosamente vamos estudar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e descobrir nossa potencialidade de assumirmos o compromisso da transformação da qualidade de vida de nossa sociedade.

Teremos um Sínodo Extraordinário que vai oferecer à Igreja uma Constituição e Cânones que nos tornem mais efetivos na vida e comunhão entre nós mesmos e nas nossas relações ecumênicas e sociais. A Câmara dos Bispos está desafiada a cumprir o seu papel de liderança pastoral em espirito de unidade e compromisso com o nosso rebanho. O Conselho Executivo é chamado a conduzir administrativamente a Igreja dentro dos princípios que nos distinguam efetivamente como uma Igreja que serve. Cada clérig@ é desafiado a testemunhar e orientar os fiéis sob sua liderança com fundamento na herança dos apóstolos a apóstolas de Jesus.

Precisamos experimentar uma vida de estudo e oração, sem as quais podemos correr o risco de apenas “tocar mais um  ano pra frente”. Que Deus derrame sobre a IEAB os dons do Espírito, fazendo-nos humildes servos uns dos outros e de nossa sociedade brasileira. Que Ele nos dê a paciência para nos manter firmes no caminho de Jesus. Um abençoado 2016 para nossa Igreja e nos ajude a construir uma Igreja corajosa, evangelizadora e amorosa, a começar por nós mesmos!

Do vosso Primaz,

++ Francisco

 

Feliz Natal

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Reverenda aprovada na seleção do Mestrado

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Parabéns a Revda. Giselle Gomes, da Diocese Anglicana do Recife, pela aprovação na seleção do Mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Paróquia Boas Novas forma mais uma turma do curso de doces e salgados

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No último dia 14/12, ocorreu o encerramento de mais uma etapa do Curso de Doces e Salgados do Projeto “Sabor da Vida & Festas”. Projeto desenvolvido pela Paróquia Anglicana Boas Novas e apoiado pelo SADD – Serviço anglicano de Diaconia. Foi uma tarde de muitas alegrias, emoções, realizações e confraternização; sorrisos, afetos, saudades, e muitas delícias. Toda essa mistura de sentimentos e gestos concretos foram vivenciados durante a realização do curso. Agradecemos a Deus, a vida, a força, a determinação; ao SADD, o apoio; a professora Darcy Santos a disposição e o compromisso, mesmo morando em outra cidade (Abreu e Lima/PE). Parabenizamos a turma pela persistência, a alegria e a união. Vencemos mais uma etapa. E que venham outros cursos! A Igreja está para servir e fazer diferença na vida das pessoas. Emanuel está conosco! Deus seja louvado.

Revda. Eliane Cristina

CONIC promove seminário ecumênico sobre a CFE 2016

CFE 2016 - cartaz 21 x 29,7

CFE 2016 – cartaz 21 x 29,7

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) realizou, nos dias 14 e 15 de dezembro, o Seminário Ecumênico sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016. O evento foi realizado na sede da Cáritas, em Brasília-DF, e teve a participação de aproximadamente 40 pessoas. Regionais do CONIC, movimentos sociais, representantes de igrejas, lideranças religiosas, estudantes e coletivos de juventude, entre eles, a Rede Ecumênica da Juventude (REJU) e a Pastoral da Juventude (PJ) estavam representados. Também enviaram representantes: Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). O tema trabalhado foi “Casa comum, nossa responsabilidade”. Um dos objetivos desse evento foi o fortalecimento da articulação ecumênica para a CFE.

No primeiro dia, a reverenda Carmen Kawano, representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil na Comissão da CFE, recuperou o tema da Campanha, seu objetivo e sua dimensão internacional. Enfatizou a importância de debater o saneamento básico no Brasil e o compromisso das comunidades religiosas no envolvimento com a busca de uma maior justiça climática. “Saneamento básico é um direito humano. É nessa perspectiva que o tema precisa ser trabalhado”, disse Carmen.

Em um segundo momento, os presentes foram divididos em grupos. A ideia foi promover debates sobre os desafios que precisam ser enfrentados e as estratégias para que o tema seja amplamente trabalhado nas comunidades das diferentes igrejas. Falaram também da situação do saneamento básico em suas cidades, com destaque para Cuiabá (MT), que enfrenta graves problemas com a contaminação de lençóis freáticos por causa do uso indiscriminado de agrotóxicos.

Alguns participantes relataram o não cumprimento das metas de construção de aterros sanitários em seus municípios e do papel das igrejas para que as pessoas reflitam sobre seus estilos de vida, bastante voltados para o consumo e o individualismo. De modo geral, foi identificado que as pessoas não assumem práticas e atitudes coerentes com a preservação e o cuidado com a Casa Comum. Também foi destacado que a CFE precisa contribuir para chamar a atenção em relação ao crime ambiental ocorrido em Mariana (MG) e que também afeta a vida de cidades do Espírito Santo.

TRABALHAR ECUMENICAMENTE

Os participantes foram provocados chamados a refletir sobre as dificuldades que as igrejas têm para trabalhar ecumenicamente. Quais os preconceitos, resistências para o diálogo e ação conjunta que precisam ser superados? Essas foram algumas das perguntas colocadas. Muitos grupos destacaram que uma das melhores estratégias para o fortalecimento do ecumenismo é a ação em torno de ações concretas, como o Cuidado com a Casa Comum.

Por fim, foram pensadas estratégias concretas para que o tema da CFE se amplie. Uma delas é envolver diferentes organizações da sociedade civil e abrir espaços para a adesão à campanha para igrejas não membros do CONIC.

A nossa Diocese marcou presença através do Rev. Claudio Linhares, que foi como representante do Grupo Ecumênico do Agreste de PE, do Rev. Glauber Santos, como representante do Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs/BA e do Sr. Xico Esvael, representante enviado pelo CONIC da Paraíba.