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Instituição ao Ministério Leigo em Ilhéus – BA

Visita Episcopal ao Maranhão

O Maranhão recebeu D. Joao Peixoto entre os dias 5 e 8 de outubro. Foram dias de alegria, de convivência, de comunhão e de semeadura. Sim, de semeadura. O canteiro estava preparado, mas precisava do agricultor lançar as sementes. Segundo as lideranças locais presença do Bispo foi uma oportunidade de apresentar a IEAB à sociedade como uma possibilidade de viver a experiência de um encontro com Cristo, de vivência da fé e de inspiração para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna – baseada no diálogo.

Foram dias intensos, muitas atividades tanto dentro da Igreja, quanto junto à sociedade. Visando sempre semear, de convidar, de motivar e de orientar.

Aconteceu o reconhecimento das Ordens do REVDO. GERALDO MAGELA, que será o Presbítero responsável pela Igreja no Maranhão. Um momento lindo, simples, acolhedor e de profunda fé.  Resultado de uma caminhada de mais de 10 anos, que resultou numa vocação madura e profundamente comprometida com a vida. celebração foi marcada pela participação da comunidade local, e também da família do Revdo, e do CONIC MA, representado pela Marta Bispo e pelo Pastor Hans, da Igreja Luterana.

Agora o Maranhão conta com uma segunda comunidade, a COMUNIDADE ANGLICANA AMOR FRATERNO, para estimular a o Amor Fraternal e a Hospitalidade, que será coordenada pelo Ministro Leigo Pastoral e Seminarista Alfredo Barbetta, instituído, na mesma cerimônia que confirmou e recebeu três novos membros, Rosângela Magela, Francisco das Chagas Vale  e Luiz Souza.

Outro momento eclesial marcante da visita foi a INAUGURAÇÃO E BENÇÃO DA CAPELA DO AMOR FRATERNO, onde acontecerão as celebrações, reuniões, retiros, cursos e seminários da IEAB – no Maranhão, servindo às Comunidades Agostinho de Cantuária que reúne 3 comunidades de locais (Bairros de Santa Clara, Mocajituba e São Bento) e a própria comunidade do Amor Fraterno (Turu, Vila Luizão e adjacências). Um detalhe, a Capela está toda mobiliada com material reciclado, e assim também serão os bancos e demais moveis. Tudo é testemunho de respeito e amor à criação e a futuro sustentável.

O ENCONTRO ENTRE DOM JOAO PEIXOTO E O ARCEBISPO METROPOLITANO DA IGREJA CATÓLICA ROMANA, Dom Belisário, que aconteceu no dia 7/10, foi um exemplo de conciliação ecumênica e de reconhecimento mútuo. A receptividade e o respeito foram a marca deste momento, legitimando a presença da IEAB.

Tivemos a oportunidade de agendar duas entrevistas, na TV Cidade e no Jornal o Imparcial. Sempre com a ideia da “visita de semeadura”. Destaque pela entrevista no Jornal o Imparcial que publicou duas matérias sobre a visita e sobre a IEAB.

Outro momento marcante foi a reunião com as lideranças da IEAB – Revdo. Geraldo Magela, com os Ministros Pastorais Alfredo Barbetta e Francisco das Chagas Vale, postulante à TSSF  – onde o Bispo pode conversar, ouvir  cada um, discutir os projetos, orientar e corrigir rotas.

Enfim, uma visita de semeadura, a colheita virá em breve através da evangelização que trará  novos membros, novas comunidades, novas confirmações e, certamente, um impacto positivo na vida das pessoas em particular,  e da sociedade ludovicense.

RENOVADOS PELA COMUNHÃO E COMPROMETIDOS COM O SERVIÇO AO POVO DE DEUS

Os Primazes escolheram o caminho de ouvir o chamado de Deus para o serviço do mundo mais do que para discutir doutrina ou disciplina.

Para além disso, os Primazes não caíram na tentação de desperdiçar tempo com o que não tem sido possível consensuar. O desejo de caminhar juntos foi reafirmado de forma veemente contra quem, talvez, apostasse numa divisão irreversível da Comunhão.

A atitude da Igreja da Escócia de se dispor a aceitar as consequências de sua decisão ajudou em muito na aceitação de que a diferença é parte da nossa Comunhão. O tempo gasto com o tema da decisão escocesa foi curto e a agenda dos Primazes pode finalmente caminhar para outros campos.

Algumas definições foram também muito importantes no processo da reunião. A reafirmação de que ACNA (Anglican Church in North America) não é um província da Comunhão pontuou claramente os limites de nossas relações. A reafirmação sobre a necessidade de se respeitar os limites das jurisdições contra a prática de cross-border e a necessidade de reconciliação onde esta prática tem sido adotada foi igualmente um claro recado contra quem pretende impor aos demais a sua visão de igreja e de missão.

Qual a Igreja então que emerge desse Encontro dos Primazes? Uma Igreja que ora! Todos os dias, de manhã e à tarde, os Primazes tiveram o privilégio de celebrar ofícios devocionais e Eucaristia junto com a comunidade da Catedral de Cantuária. O Encontro começou com um retiro e se encerrou com uma Eucaristia e Lavapés (como sinal de mútuo serviço em Cristo). Cada dia, um Primaz, nos desafiava a um estudo bíblico que chamava-nos a atenção para o anúncio do Evangelho de Cristo em contextos de sofrimento, injustiça e descuido com a Criação.

Os Primazes assumiram o compromisso de continuarem liderando suas Províncias no enfrentamento das mudanças climáticas tanto através da formação de suas Igrejas quanto através da ajuda concreta às populações que sofrem as consequências diretas dos desastres naturais.

O protagonismo da mulheres foi notadamente reconhecido em seus papeis de promotoras das paz e da reconciliação em muitos contextos e há um claro compromisso de que se pense um programa que capacite as mulheres para uma intervenção mais efetiva nas suas realidades eclesiais e sociais.

Os Primazes expressaram sua sincera preocupação e construíram um compromisso de solidariedade com os 65 milhões de refugiados no mundo, além dos 20 milhões de pessoas deslocadas por razões de desastres naturais. Compromisso esse que deve envolver as diversas Províncias conjuntamente, bem como os órgãos multilaterais de apoio internacional.

A partir da recomendação do Conselho Consultivo Anglicano e, diante de contextos cada vez conflitivos em várias partes do mundo, os Primazes apoiaram a criação da Comissão Internacional Anglicana de Diálogo Inter-religioso. Caberá a ela construir caminhos de compreensão dos contextos de conflitos, de diálogo e de cooperação entre as religiões.

O sentimento geral dos Primazes é de que este foi um dos melhores encontros que já foram realizados. O grande ganho deste, especialmente quando comparado ao de 2016, foi o crescimento de uma comunhão sincera, profunda entre irmãos que ao invés de disputas doutrinais optaram por partilhar as dores e os desafios de um mundo que sofre com as injustiças, guerras, mudanças climáticas. O segredo talvez tenha sido a capacidade de ouvir atentamente uns aos outros e se perceberem como uma família chamada a ser testemunha da Boa Nova de Jesus Cristo.

Quero agradecer especialmente a todas as pessoas que oraram para este Encontro. Foi possível sentir uma atmosfera espiritual mesmo em meio debates da agenda. Um momento de autentico fortalecimento dos laços de afeição que nos une como Povo de Deus e como líderes espirituais de uma Comunhão tão diversa e tão bela!

++ Francisco de Assis da Silva

Bispo Primaz da IEAB e Diocesano da Sul Ocidental

Fonte: Serviços de Notícias da IEAB

Igreja no Maranhão fortalece sua caminhada

A Igreja Anglicana no Maranhão receberá a visita do Bispo Diocesano Dom João C. Peixoto em São Luís – MA, entre os dias 06, 07 e 08 de outubro de 2017, para a realização de confirmações de novos irmãos e irmãs na Igreja, a instituição ao Ministro Leigo do Sr. Alfredo Barbetta e o  Reconhecimento de Ordem do Rev. Geraldo Santos de Magela Neto.
Atualmente o Maranhão conta com Comunidade Agostinho de Cantuária, Comunidade do Amor Fraterno, Comunidade da Anunciação e Grupo Missionário Santa Barbara. Dois frades integrantes da TSSF.
Louvamos e agradecemos a Deus pelo fortalecimento da caminhada da IEAB no Brasil e a pela expansão missionária da Diocese Anglicana do Recife.

CEBI-RN: Escola Popular de Bíblia junto à Igreja Anglicana

A Paróquia Anglicana Virgem Maria completará 20 anos em 2018. Pertencente a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), a Paróquia está edificada em Natal, Rio Grande do Norte (no Jardim Progresso – Nossa Senhora da Apresentação).

A bíblia e a transformação social

Preocupada com uma leitura bíblica que leve ao compromisso com a transformação social, a comunidade organizou a Escola Popular de Bíblia Dom Clóvis Erly.

O nome é uma homenagem a Clóvis Erly Rodrigues, bispo aposentado da Diocese do Recife, à qual pertence a Paróquia.

As atividades da Escola Popular de Bíblia tiveram início no dia 24 de setembro, contando com a parceria do CEBI-RN, por meio de Leodicéia Simplício, e com ajuda do estudante de teologia Oldair Pena, que é natural de Recife e realiza seus estudos através da Faculdade Claretiana.

O encontro

O Reverendo Gecionny Pinto, responsável pela paróquia, e Dom João Câncio Peixoto, Bispo Diocesano, apoiaram a iniciativa da escola bíblica. A ideia está de acordo com as chamadas Cinco Marcas da Missão, estabelecidas pela IEAB:

  1. Proclamar as boas novas do reinado de Deus
  2. Ensinar, batizar e nutrir os novos crentes
  3. Responder às necessidades humanas com amor
  4. Procurar a transformação das estruturas injustas da sociedade, desafiar toda espécie de violência, e buscar a paz e a reconciliação
  5. Lutar para salvaguardar a integridade da Criação, sustentar e renovar a vida da terra.

Disponível em: https://cebi.org.br/2017/09/29/cebi-rn-escola-popular-de-biblia/

 

Encontro de Jovens do Evangelho

A Missão Anglicana Cristo Rei, localizada na cidade de Alagoinhas (BA), já está promovendo a série de cinco encontros da União de Jovens Anglicanos do Brasil (UJAB). Para ampliar a comunicação com a juventude local, a comunidade e o Rev. Glauber Santos realizaram a primeira edição do Encontro Jovens do Evangelho, no último domingo (24).

Oito jovens participaram da programação que incluiu café da manhã e palestra sobre Bíblia com o Rev. Adriano Portela, da comunidade Ressurreição do Senhor (Feira de Santana). Também foi servido um almoço e houve celebração da Santa Eucaristia. O Rev. Adriano, meninos e meninas tiveram momentos de interatividade, quando ele liderou a oficina com manuseio de bíblias e respondeu os questionamentos dos jovens sobre diversos assuntos de livre escolha.

A estudante Karina Pereira Lopes (14) esteve no evento e conta “gosto do jeito deles de agir em comunidade, de aceitar todo mundo sem ficar apontando as diferenças. Eu acho que não é uma diferença, isso torna todo mundo igual. Eles trazem uma linguagem mais jovem para a gente poder entender a palavra que veio na bíblia e eu pude ficar com meus amigos”, relata a adolescente.

“A experiência foi a melhor possível. Encontrei jovens muito atentos querendo saber sobre esse evangelho, o modo da gente interpretar o evangelho no nosso modo de ser anglicano, vim para cá muito empolgado com o título do encontro. A gente tem um evangelho para anunciar de alegria, inclusão, que nos faz ser quem somos”, disse o Rev. Adriano. Ele considerou importante cada jovem não se sentir reprimido, além de terem um dia de serem educados para o amor pela Palavra. “Temos um evangelho simpático, não porque fala o que as pessoas querem ouvir, mas porque tem uma alegria no jeito de ser muito contagiante”, acrescentou.

Ainda não foi marcada a próxima edição do Jovens do Evangelho, mas a Cristo Rei continua a ofertar cursos nas áreas de música e inglês para crianças e adolescentes.

Fotos e texto por Osvaldo Junior – SRTE 3612 (BA) 

Instalação do Arcediagado Norte

No dia 10 de setembro, na Paróquia Anglicana Boas Novas, Caaporã/PB, foi instalado oficialmente pelo Bispo Diocesano, Dom João Peixoto, o Arcediagado Norte, que compreenderá a ação missionária em nossa Diocese, compreendendo os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí. A Celebração presidida por nosso Bispo Diocesano Dom João Peixoto, contou com múltiplos momentos especiais:

Batismo de Igor Gabriel; confirmações de Viviana e Raíssa; instituição ao ministério leigo de Ricardo Mororó e instituição da Venerável Arcediaga Revda. Eliane Cristina, que auxiliará nosso Bispo na Região Norte da Diocese.

Os bancos do Templo ficaram totalmente preenchidos, não sendo suficientes para acomodar a todas as pessoas. Acompanharam o Bispo na ocasião, a Revda. Lílian Conceição, presidenta do Conselho Diocesano e Secretária Diocesana de Missão, além dos irmãos Antonio Amaro e Dionízio.

Nas palavras do Bispo Peixoto: Uma linda e abençoada celebração na Paróquia Anglicana das Boas Novas, Caaporã PB, onde houve batismo, confirmações, instituição ao ministério leigo do Sr. Ricardo Mororó e a instalação da Revda. Eliane Cristina como Arcediaga do Norte. Uma emocionante festa, onde nos reunimos na celebração e saímos em missão.

Ordenação Diaconal na Catedral

No último Sábado, 05/08, ocorreu a Ordenação Diaconal do Rev. Izaías Torquato. Foi um momento muito emocionante para a Catedral, para a Diocese e para todas as pessoas que compareceram. Pedimos orações pela vida, pela família e pelo ministério do mais novo Diácono da Igreja de Cristo.

“Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações.” (Jeremias 1:5)

  

Igreja Anglicana celebra em Natal união com noivos divorciados

JÉSSICA PETROVNA / NOVO jornal

JULHO 30, 2017

Nadja Maria e André Luis: acolhidos pela Igreja Anglicana

 “Venho de uma família de tradição católica apostólica romana, onde fui batizado e sempre frenquentei às missas, mas isso não significa que eu concordo com todos os dogmas que são ensinados no catolicismo”. É assim que o servidor público André Luis Fontes, 35, define sua fé e conta de onde veio o interesse em se casar na Igreja Anglicana, vertente inglesa do cristianismo que segue ritos semelhantes mas desconstruiu algumas regras da outra.

André descobriu a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil quando decidiu contrair casamento com a administradora Nadja Maria da Rocha, 39, que também é católica e vivia em um impasse: já era divorciada, mas não queria abrir mão da cerimônia religiosa em sua segundao nupcias, algo não permitido pelo Vaticano.

Outra questão que preocupava os noivos era o desejo de realizar uma cerimônia simples, que fosse celebrada em lugar aberto e durante o dia, mas sem abrir mão das bênçãos do sacerdote.

Dentro das tradições do catolicismo, um casamento religioso entre Nadja e André seria impossível, já que, pela cartilha da igreja, pessoas divorciadas não podem se unir novamente nem se realiza cerimônias fora do templo religioso.

Foi durante os preparativos para a festa e em meio aos conflitos que preocupavam o casal, que Nadja e André descobriram a Igreja Anglicana no stand de uma feira de noivas. Foi nessa vertente do cristianismo que o casal encontrou uma forma de se unir pela lei de Deus e em consonância com o histórico dos próprios noivos.

Nadja relembra da celebração realizada em maio passado emocionada e conta que não consegue assistir o vídeo da cerimônia ou ver as fotos sem chorar. Ela conta que, ao pensar sobre o casamento, não se sentia acolhida dentro da tradição católica e que “não entendia como uma boa filha podia ser excluída dentro da igreja”. O acolhimento que esperava da religião, Nadja afirma que encontrou na vertente anglicana.

Além da possibilidade de ter um casamento religioso mesmo sendo divorciada e de realizar a cerimônia em um espaço aberto, o casamento teve outras particularidades, como a história do casal sendo recitada em cordel e a noiva entrando na igreja antes do noivo. “Todos os nossos amigos saíram do casamento dizendo que a cerimônia tinha sido a nossa cara. Eu não poderia ter feito uma escolha mais feliz”, relata Nadja Maria.

Ela conta ainda que desde o casamento, realizado em maio deste ano, a gravidez do primeiro filho do casal e os compromissos com trabalho a impediram de continuar frenquentando a igreja, mas que pretende voltar para batizar o seu filho e frequentar às missas anglicanas.

Assim como Nadja e André, diversos outros casais buscam essa vertente cristã no momento de planejar o casamento ou cultivar a fé nas celebrações religiosas rotineiras.

De acordo com o reverendo da Igreja Anglicana em Natal, Gecionny Pinto, 36, os principais motivos para os casais procurarem o anglicanismo são a vontade de casar em espaços abertos, um dos noivos ser divorciado ou a disparidade religiosa entre os noivos.

A igreja realiza cerimônias inter-religiosas, já tendo unido, por exemplo, católicos a espíritas e umbandistas a evangélicos. Nessas celebrações, por sinal, o reverendo da Igreja Anglicana pode atuar em conjunto com representantes da outra religião.

“Já celebrei casamentos com palestrantes espíritas e com pastores evangélicos, por exemplo. Nesses casos, a leitura da bíblia pode ser intercalada à leitura de textos de outras religiões”, exemplifica o reverendo Gecionny Pinto.

Gecionny Pinto, reverendo da Igreja Anglicana em Natal

Sonhava em ser sacerdote, mas sem aderir ao celibato

A relação do reverendo Gecionny Pinto com a Igreja Anglicana começou em 2001, quando estudava História na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e descobriu que a capela da instituição realizava tanto missas católicas como anglicanas.

Gecionny conta que desde a adolescência sonhava com o sacerdócio, mas não conseguia conciliar isso à vontade de casar e constituir família. “Eu queria muito ser sacerdote da igreja, mas não acreditava que conseguiria passar pelo celibato”, relata.

Por causa desse impasse, o sonho do sacerdócio foi esquecido ao longo de sua adolescência até que, em 2001, Gecionny conheceu a Igreja Anglicana e descobriu que a vertente aceita que reverendos contraiam casamento. Nessa época, começou a se dedicar a igreja e estudar teologia e, desde 2011, é pároco da igreja em Natal.

Para ele, o anglicanismo pode ser definido como “um catolicismo aberto à modernidade”. Como principais diferenças entre a sua fé e a Igreja Católica Apostólica Romana, Gecionny Pinto cita o acolhimento que os noivos recebem para casar onde se sentem mais a vontade; a permissão para o casamento de sacerdotes, a presença de mulheres no sacerdócio – madres e bispas – e o avanço nas discussões sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

De acordo com ele, em outros países, como o Canadá, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é uma realidade, mas o reverendo é livre para aceitar fazer as cerimônias ou não. No Brasil, o tema ainda está sendo estudado, mas precisa da aprovação de maior parte dos representantes da igreja.

O reverendo também destaca o posicionamento crítico da Igreja Anglicana frente a questões políticas e sociais, como as reformas trabalhista e da previdência. “A Igreja entende que essas reformas vão prejudicar os setores menos favorecidos da sociedade, enquanto os privilegiados do Executivo, Legislativo e Judiciário não serão afetados”, defende.

Sobre esses temas, a episcopal brasileira publicou uma carta aberta em abril deste ano. No documento, a reforma da previdência é apontada como impacto “desumano” para a Previdência Social Brasileira. Sobre a reforma trabalhista, a carta ressalta que “a prevalência do acordado sobre o legislado” aponta para consequências como o “enfraquecimento da remuneração do trabalho e de expansão das formas informais e ilegais de contratação”.

Outra atuação da episcopal brasileira em questões sociais de ampla discussão foi o lançamento de duas cartilhas: uma de combate a violência contra a mulher e outra sobre direitos, gênero e diversidade sexual.

Apesar do engajamento em causas sociais, Gecionny ressalta que o mais importante a dizer sobre o anglicanismo é que tem como principal característica “a humanidade”.

“As pessoas são humanas e não adianta forçar ao outro um discurso de perfeição porque ninguém é perfeito. Jesus não fez acepção de pessoas, ele acolhia as pessoas e é isso que queremos reproduzir. Se uma pessoa tiver que mudar algum comportamento, acreditamos que esse processo tem que ser natural e não a partir de uma imposição da igreja. Vivemos em um momento de muita intolerância e, frente isso, nossa ideia é acolher todas as pessoas”, destaca.

Rei Henrique VIII promove a reforma em 1534

De acordo com Gecionny Pinto, a vertente do cristianismo surgiu ainda no século II, mas um dos fatos históricos mais marcantes para a religião foi a separação entre as igrejas Católica e Anglicana. O episódio aconteceu em 1534 e ficou conhecido como Reforma Anglicana.

Na época, o então rei da Inglaterra, Henrique VIII, mudou a religião oficial do país porque o papa se recusava em aceitar a anulação do casamento entre ele e sua primeira esposa, a rainha espanhola Catarina Aragão.

A Reforma Anglicana transformava a Inglaterra em um país cuja religião oficial seguia ritos similares ao catolicismo, mas a representação máxima da igreja era a figura do monarca e não a do papa. Hoje, a rainha Elizabeth II é considerada chefe política da Igreja Anglicana na Inglaterra e, apesar de não interferir diretamente nas decisões das paróquias brasileiras, é a anglicana mais famosa no mundo. A maior liderança espiritual da Comunhão Anglicana é o Arcebispo de Cantuária, atualmente, Sua Graça Dom Justin Welby.

No Brasil, a Igreja Anglicana chegou por volta de 1808, mas, a princípio, era exclusiva para os ingleses que viviam no país, segundo informações do historiador e reverendo Gecionny Pinto.

Apenas em 1890, em Porto Alegre (RS), começaram a surgir as primeiras igrejas anglicanas voltadas para brasileiros. Ainda de acordo com o reverendo, a abrangência do anglicanismo no Brasil ainda está muito concentrada na região Sul, que conta com três dioceses da igreja.

No entanto, para o reverendo, “a igreja anglicana não tem o objetivo de converter membros de outras religiões ou se expandir, mas ser uma presença de Deus na vida das pessoas que, por algum motivo, não se sentem acolhidas em suas próprias igrejas”.

Em Natal, a religião chegou há cerca de 20 anos em uma missão da Diocese Anglicana do Recife, a única presente no Nordeste.

A paróquia da Igreja Anglicana em Natal fica localizada na Avenida Senador Carlos Alberto, bairro Nossa Senhora da Apresentação, Zona Norte da cidade.

Também são realizadas missas no Lar da Vovozinha, organização sem fins lucrativos que cuida de cerca de 40 idosas na capital.

Presença Episcopal em Caruaru

No último Domingo, 23/07, a Missão Anglicana São João Batista e Comunidade Anglicana Semente de Mostarda, receberam Dom João C. Peixoto Filho, para participar de momentos celebrativos, que incluíram o batizado de 4 crianças: Yasmin, Vitor, Lucas e Douglas, a recepção de novos anglicanos: Benedito, Karinny e Tibério, e a instituição ao Ministério Leigo do irmão Ronaldo Sales.
Na oportunidade, o Bispo reconheceu oficialmente a Comunidade Anglicana Semente de Mostarda. Também recebemos a visita do Rev. Severino Abel, da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, que atualmente desempenha seu ministério em Minas Gerais. O Rev. Abel foi convidado pelo Bispo para celebrar a Eucaristia.
Somos gratos ao Senhor pelas bênçãos recebidas nesses três anos de trabalho missionário de reconstrução da Missão Anglicana no Agreste de Pernambuco.