CARTA A BERTA A POPULAÇÃO DA REGIÃO NORDESTE

hiv-aids.JPG

A RNP+NE (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS – Região Nordeste), aproveitando a oportunidade do dia 1° de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra AIDS, vem tornar pública, através desta “Carta Aberta”, a necessidade de ser pautado nas agendas dos 09 Governadores Nordestinos, Secretarias dos Estados, Prefeitos e em especial nas agendas dos 104 Municípios Nordestinos com Programas Municipais de DST e AIDS.

A estabilidade apontada pelo Ministério da Saúde em relação à epidemia de DST/AIDS no Brasil não se aplica a Região Nordeste devido a varias conjunturas sociais com indicadores negativos. Os índices de DST/AIDS no Nordeste vêm aumentando, e a sobrevida das pessoas infectadas pelo HIV é bem menor em relação a outras regiões do Brasil, e a epidemia de Sífilis é uma das maiores comparada às outras Regiões.

O ano de 2008 foi marcado pelo não cumprimento do TFD (Tratamento Fora de Domicílio) por parte dos Municípios, dificultando a adesão ao tratamento, principalmente por aqueles economicamente mais carentes, e pelos usuários residentes nas cidades do interior, uma vez que os Serviços de Referência para Tratamento da AIDS ainda é centralizado nas grandes cidades;

Após mais de 25 anos de epidemia no mundo e 20 anos de SUS (Sistema Único de Saúde), o país continua sem uma Política Pública voltada para assistência das crianças,   adolescentes e jovens que vivem com HIV/AIDS no Brasil;

Os governos estaduais e municipais ainda não cumprem as pactuações, dificultando assim a garantia do acesso a medicamentos para doenças oportunistas e DST e insumos de prevenção como preservativos, gel lubrificante e kits para redução de danos;

As Pessoas que vivem com HIV/AIDS não recebem a devida atenção clínica na redução ou tratamento de efeitos colaterais causados pelos anti-retrovirais (coquetel), como por exemplo, a Lipodistrofia e a Lipoatrofia e outros efeitos adversos;

Diante dos grandes custos com a compra de medicamentos, faz-se necessário uma Política de Sustentabilidade para Produção Nacional de Medicamentos;

Fazem-se necessárias ações mais eficazes para o combate as DST/AIDS, necessitando a ampliação de investimentos financeiros oriundos dos tesouros Estaduais e Municipais, fortalecendo e ampliando os recursos humanos, técnicos e financeiros para a efetivação dos Planos de Enfrentamento as DST e AIDS como;

1-      Plano Nacional de Enfrentamento a Feminização da AIDS;
2-      Plano Nacional de Enfrentamento as DST e AIDS entre HSH, Gays e Travestis;
3-      Plano para Ampliação ao Diagnóstico do HIV e Sífilis;
4-      Plano de Enfrentamento as DST/AIDS entre a população negra e afrodesendentes;
5-      Plano de Inclusão Social para as Pessoas Vivendo com HIV/AIDS;
6-      Ampliação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Dante de todo esse panorama, a RNP+NE conclui que os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/AIDS no Nordeste só estarão garantidos com o cumprimento mínimo dessas agendas, e que as respostas governamentais no âmbito intersetorial, intermunicipal e interministerial no enfrentamento das DST e AIDS precisam ser executadas com mais responsabilidade.

Ficando expresso que toda a sociedade deve estar envolvida nas diversas formas de respostas no enfrentamento da epidemia de DST e AIDS no Nordeste e no Brasil.

E por fim, reforçamos aqui nossa luta pela não comercialização da saúde e pelo fortalecimento do SUS como a continuidade de uma Política Pública como um Direito Humano para todos e todas. 

RNP+NE – Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS – Região Nordeste

1º de Dezembro de 2008 – Dia Mundial de Luta Contra AIDS.

SEMINÁRIO ANGLICANO DE ESTUDOS TEOLÓGICOS – SAET

CONVITE

O SAET tem a honra de convidar clérigos, Ministras e Ministros Pastorais, postulantes e toda gente diocesana, amigos e amigas da região metropolitana do Recife para participarem da nossa Celebração Eucarística e do nosso Culto em Ação de Graças por mais um ano concluído.

Teremos também uma palestra com a Psi. Ilcélia Alves Soares.
Tema: Igreja, familia e violência doméstica.

Contamos com a presença de todas as pessoas!

Hoje: Segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Local: Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – SAET
Rua: Coelho Leite, 57 – Santo Amaro/Recife
Horário: 19h30 (Pontualmente)
55 81 34211684

divulgacao-acao-de-gracas.JPG

Começa campanha de ativismo contra violência de gênero

No contexto da campanha realizada pela sociedade civil com o objetivo de celebrar o 60° aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH60), o Centro pela Liderança Global das Mulheres (CWGL – sigla em inglês) convida a todos para participar da campanha de 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, que será realizada de 25 de novembro até 10 de dezembro. Hoje, se celebra o Dia Mundial pelo Fim da Violência contra as Mulheres.”Convidamos os grupos a enfocar seus planos para a campanha dos 16 Dias de Ativismos contra a Violência de Gênero de 2008 em atividades relacionadas aos múltiplos desafios que as mulheres enfrentam no campo dos direitos humanos ao redor do mundo e a celebrar a liderança das mulheres em defesa dos direitos humanos”, afirma a convocatória do Centro.

As atividades do CWGL orientam-se por meio das seguintes áreas de trabalho: apoiar as mulheres defensoras dos direitos humanos; pôr fim à violência contra as mulheres; fortalecer as estruturas de igualdade de gênero da ONU; exigir um aumento nos fundos econômicos dedicados à igualdade de gênero. Segundo o Centro, a campanha DUDH60 contribui como uma oportunidade para realizar atividades em prol dos direitos humanos das mulheres e pelos esforços para acabar com a desigualdade de gênero e criar um mundo livre de violência, discriminação e injustiça.”Os marcos globais para a realização dos direitos das mulheres têm sido concretizados na Convenção das Mulheres (CEDAW), e nos documentos dos outros processos da ONU, como, por exemplo, a Declaração de Viena sobre os Direitos Humanos, o Programa de Ação de Cairo, a Plataforma de Ação de Pequim, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Cúpula Mundial. As mulheres têm tido êxito em exigir a vontade dos Estados para a criação de verdadeiras mudanças. No entanto, ainda falta a implementação e os recursos para poder cumprir esses compromissos”, acrescentam.

O Centro convida as instituições e os movimentos sociais a elaborarem sua própria atividade ou a participarem de uma atividade dos 16 Dias na comunidade ou escolas. Pela internet, haverá um diálogo eletrônico mediante o qual as ativistas podem compartilhar informação sobre seu trabalaho contra a violência, construir relações de trabalho ao redor do mundo, além de elaborar estratégias e propor temas para a campanha anual dos 16 dias.

No último informe regional divulgado pela Organização Pan-americana de Saúde (OPS) com dados de 2007, os números sobre a violência contra a mulher na América Latina e no caribe não só se mantiveram, mas também, em alguns países, aumentaram. Segundo o relatório, é necessário avançar rumo a uma política pública que acentue o dever de diligência do Estado de proteger as mulheres contra a violência.

Os números são alarmantes. No Chile, de 1990 a 2007, mais de 900 mulheres haviam falecido por causa de homicídio, em grande maioria, vítimas de seus companheiros ou ex-companheiros. Em Bahamas, o feminicídio representou 42% do total de assassinatos em 2000, 44% em 2001 e em 53% em 2002. No Uruguai, uma mulher morre a cada nove dias como resultado da violência doméstica.
 
Para saber mais sobre a campanha, acesse:

http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html

http://www.adital.com.br/site/index.asp?lang=PT

Semana de Reflexão Teológica – SAET

cartaz-semana-teologica.JPG

SEMANA DE REFLEXÃO TEOLÓGICA

Dos dias 25 a 27 de novembro de 2008, a partir das 19h30, teremos a Semana de Reflexão Teológica do Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – SAET

Com preleção do Revdo. Dr. Carlos Eduardo Calvani

Tema: NOSSA FÉ!

AGUARDAMOS SUA PRESENÇA!

local: CATEDRAL ANGLICANA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Rua: Alfredo de Medeiros, 60

Espinheiro

Próximo ao COMPREBEM do Espinheiro

Mais informações:

55 81 34211684

55 81 32421868

55 81 91697019

saet.recife@gmail.com

Skype: seminarioanglicano

Bahia tem bons resultados do II Simpósio de Religião e Cultura

Simpósio sobre Religião e Cultura surgiu como uma proposta da comunidade da Igreja Episcopal Anglicana em Salvador, Bahia (BA). Enquanto Igreja percebeu a necessidade de dialogar com a sociedade soteropolitana sobre a relação que se estabelece entre religião e cultura em suas múltiplas vertentes. A temática abordada no primeiro Simpósio realizado em novembro de 2007 foi o “Deus que se Revela: na Beleza, na Cultura, no Prazer e na Diferença”. Para a promoção deste evento contou-se com a participação fundamental de reverendos e amigos Anglicanos, Batistas, Presbiterianos e Católicos Romano.  

Como conseqüência da ótima repercussão do simpósio, as Igrejas participantes foram convidadas a participarem efetivamente da comissão de organização do Simpósio 2008. Após muitas reflexões, o tema escolhido para 2008 foi “Cristianismo e Cultura Popular”. 
 

O Segundo Simpósio de Religião e Cultura teve como o objetivo contribuir para a promoção de um diálogo com a sociedade soteropolitana sobre Cristianismo e Cultura Popular, a fim de promover e fortalecer o respeito mútuo, valorizando as diferenças como elemento de enriquecimento da diversidade cultural. 

Entendemos que a intolerância tem chegado a uma escala macro por que atitudes intolerantes têm sido alimentadas nas micro relações familiares, nas comunidade de fé e nas escolas, entre outros espaços. Com o seu crescimento, a intolerância ganhou hegemonia ideológica em determinados grupos que ansiavam pela conquista e/ou manutenção do poder.  

Diante desta realidade, as Igrejas participantes pretendem que o simpósio contribua para a promoção e o fortalecimento de um diálogo aberto com a sociedade soteropolitana, fomentando o respeito mútuo, valorizando as diferenças como elemento de enriquecimento da diversidade cultural e promovendo uma relação onde o outro deve ser respeitado na sua diferença. Para as Igrejas, o Simpósio possui um papel profético numa sociedade tão diversa social, cultural e religiosamente. Pois, perceber o Cristo que se revela na cultura popular em suas múltiplas nuanças, é perceber a dignidade que há no outro, no seu modo de ler e ter a experiência do mundo.  

A proposta do tema “Cristianismo e Cultura Popular”  propôs uma reflexão de como os valores cristãos foram paulatinamente incorporado às práticas e representações, a partir do cotidiano de homens e mulheres nordestinos. Estes fizeram memória de sua fé em cordéis, músicas, autos, festas populares e ritos de cura entre outras manifestações, sincretizando, com outros valores culturais e outras expressões de fé. Também houve o desejo de contribuir para que o povo nordestino valorize sua cultura e reconheça nela os valores que construíram sua história. 

A organização desejou, com este segundo Simpósio sobre Religião e Cultura, continuar fomentando a via do diálogo como meio de promover e fortalecer o respeito mutuo, além de contribuir para multiplicar o número de pessoas comprometidas com a construção de um mundo sem violência.  

O evento contou com um público bem eclético variando entre as denominações protestantes, Católicos Romanos, representantes das religiões afro-ameríndias, espíritas e espiritualistas entre outros. 

Para a realização deste Simpósio contamos com o apoio da Paróquia Anglicana do Bom Pastor e da Igreja Batista de Nazareth na realização, da CESE, Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CONIC – Ba, do CETEFEN Centro de Estudos Teológicos Feministas do Norte/Nordeste, da Igreja Presbiteriana da Aliança, além de amigos e padres Católicos Romanos. 

Aproveitamos para agradecer a todas e todos que nos ajudaram a construir esse espaço de vivências e reflexão e aos nossos parceiros e parceiras de caminhada, Reverendo Bruno Luiz Teles de Almeida, Reverendo Stephen Taylor, a Dom Sebastião Gameleira, a Profª Esp. Raimunda Oliveira, ao ProfºMs. Jorge Nery, a Profª Esp. Aletuza Leite, ao Pastor Joel Zeferino, a Profª Drª Edilece Couto, a Profª Drª Marli Wandermurem, ao Profº Dr. Ordep Serra e ao Profº Eduardo Hoornaert que nos ajudaram compartilhando conhecimento e experiências. 

De modo especial agradecemos a equipe de elaboração e coordenação deste evento Profª Msª. Bianca Daéb’s, Rebeca Seixas, Eveline Bispo, Mariana Abdon, Jilson Soares e Ana Patrícia a dedicação e empenho na realização do Segundo Simpósio de Religião e Cultura. 

Em reunião com a comissão de organização e implementação do Simpósio de Religião e cultura ao durante o evento foi sugerido que o tema para o SRC de 2009 fosse Religião e Sexualidade, que foi acolhido pela comissão e anunciado oficialmente no fim do evento pela coordenação do SRC-2008.

Deste modo, concluímos o relatório do Simpósio sobre Religião e Cultura 2008 contando com o apoio e as orações para a realização do Simpósio 2009.     
 

Fraternalmente,

Equipe do SRC-2008

p1010233.JPG . p1010220.JPG .

 p1010219.JPG . p1010073.JPG

 p1010189.JPG . p1010138.JPG 

p1010082.JPG . p1010035.JPG

p1010019.JPG . p1010015.JPG

p1010011.JPG . p1010008.JPG

SEMINÁRIO: AIDS E IGREJAS

Data: 3 de novembro de 2008

Local: Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil

Sala: Dickson

End: Rua Padre Inglês, 243 – Boa Vista

55 81 3423 5527

OBJETIVOS

O Seminário AIDS  e Igrejas tem como objetivo sensibilizar lideranças cristãs para um compromisso compassivo e efetivo na prevenção, cuidado pastoral e promoção de justiça. Visa propiciar mudanças necessárias a um comportamento responsável e comprometido da Igreja no tocante ao tema, por meio da “renovação do nosso entendimento”, à luz dos princípios Bíblicos.

PÚBLICO ALVO:

Líderes religiosos, educadores cristãos, estudantes de Teologia.

Inscrição Gratuíta e almoço incluso

folder-seminario-aids-e-igreja.JPG

Ficha de Inscrição word:

Ficha de Inscrição Aids e Igrejas

Palavra do nosso Primaz: Dom Maurício

primaz.jpg

.

 A Vida em primeiro lugar… 

“Esse é o nosso Pais,

Essa é a nossa Bandeira”.

“Eu o Senhor já te disse o que é bom,

E o que desejo de ti

Que defendas o direito e ames a lealdade”.

Miquéias 6.8

Nestes dias vivenciei duas grandes experiências, ambas impactantes e que nos ajudam a pensar e refletir recordando a letra da música “…que estou fazendo se sou cristão, se  Cristo deu-me o seu perdão…” (Pr. João Dias de Araújo). A primeira foi acompanhar e participar da Marcha do Grito dos Excluídos em Goiás. Essa foi a 14ª edicação da Marcha dos Excluídos que iniciou em 1997, como resultado do compromisso de ser um espaço de denuncia e profecia. O tema desse ano foi A vida em Primeiro Lugar: Direitos e Participação Popular, movimentou a periferia da cidade de Aparecida de Goiânia. A moradia mais uma vez foi o grito mais forte.

A outra experiência foi assistir a 11ª Caravana da anistia realizada em Brasília, no Auditório Dom Helder, na CNBB. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça decidiu, depois de analisar a documentação, reparar, indenizar e pedir escusas aos 13 religiosos ou pessoas ligadas a instituições eclesiais que sofreram perseguição politica, foram presas e torturadas durante o período de exceção no Brasil.

Essas duas experiências nos mostram para onde caminha nosso país, e com certeza nos chama a defender o direito e assumir o compromisso de transformação a partir de nossa realidade e vida.

Elas pedagogicamente nos ensinam a renovar a esperança e continuar reafirmando que a “utopia é a mola do mundo”, Dom Helder Cãmara.

Exatamente daqui a nove meses estaremos nos reunindo em Sínodo, julho de 2009, e estaremos experimentando revisar e propor caminhos de missão na Conferência de lideranças que será realizada dois dias antes do Sínodo. E nesse caminhar da missão da igreja é preciso que tenhamos em vista que a vida esteja em primeiro lugar e que mantenhamos firme os sonhos de missão para aprofundarmos nossa paixão em defender a justiça sendo uma Igreja que caminha em solidariedade.  

Nesses nove meses até a realizaçãoda CONFELIDER e do Sínodo 2009, vamos unir nosso caminhar acolhendo, orando, partilhando e experimentando que somos parte do Corpo de Cristo em toda nossa multiplicidade de ser IEAB nos diferentes contextos desse Brasil que clama por justiça e direitos. Como temos cantado em nossas celebrações “Tenho que andar, tenho que lutar. Ai de mim se não o faço! Como escapar de ti? Como calar, se tua voz arde em meu peito?”

Vamos caminhar no fortalecimento da vida.

Do vosso Primaz,

Dom Maurício Andrade

ENCONTRO DA UMEAB DA CATEDRAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE – RECIFE

Aconteceu no dia 10 de outubro de 2008, às 19h30, a reunião da UMEAB – União das Mulheres Anglicanas do Brasil – da Catedral da Santíssima Trindade. Estiveram presentes vários ministérios dirigidos por mulheres, entre eles: Grupo de Confraternização, bazar, Desperta Débora e Sodalício do Altar. Madalena esclareceu que a UMEAB é o conjunto dos ministérios femininos em cada congregação da Igreja Anglicana, e ajudou com dinâmicas de animação.

O lindo louvor foi dirigido por três mulheres com muita fé e entusiasmo: Sandra, Ilka e Zil. Houve uma palavra bem edificante da representante feminina Mercês e uma bela dramatização sobre o que é a UMEAB por Marcela e Eliane, esta última capelã da UMEAB diocesana.

Após o louvor foi partilhado um lanche bem saboroso que foi servido para as trinta e uma mulheres presentes.

img_5758.jpgimg_5761.jpg
img_5762.jpgimg_5763.jpg
img_5764.jpgimg_5765.jpg
img_5766.jpgimg_5768.jpg
img_5772.jpgimg_5773.jpg
img_5771.jpgimg_5775.jpg
img_5777.jpgimg_5778.jpg
img_5782.jpgimg_5760.jpg

ENCONTRO DE MULHERES – Recife, 24 de maio de 2008 – Setúbal

No dia 24 de maio de 2008, no bairro do Setubal em Recife, a União de mulheres Anglicanas do Brasil – UMEAB – esteve reunida para traçar planos para a Diocese Anglicana do Recife.

Estiveram presentes várias mulheres de nossas paróquias, pontos missionários e missões além da presença dos Reverendos Antônio Braga e do Revdo. Israel Cardoso. E ainda a participação do nosso Bispo Dom Sebastião Armando.

A participação das mulheres foi belíssima. Todas estiveram bem dispostas e muito animadas para aproveitar ao máximo o encontro, tudo isso com muita festa, alegria e celebração.

Numa rápida avaliação foi solicitado as pessoas presentes que expressassem numa frase como se sentiram no encontro.

Me senti em casa.” “Vou mais animada para animar as mulheres da minha comunidade.” “É importante o testemunho das outras comunidades para animar a gente”. “Foi um dia bem gostoso! Eu me senti muito bem!”

Capelã: Eliane Cardoso

Equipe de coordenação: Célia Gomes, Eliane Cardoso, Fernanda Bezerra, Madalena Soares, Marcela Gueiros, Sônia do Amaral

Congregações presentes com suas representantes: Catedral Anglicana da S.S. Trindade, Paróquia Anglicana da Reconciliação – Caruaru, Missão da Liberdade – Jaboatão dos Guararapes, Paróquia Anglicana das Boas Novas – Caaporã – PB, Ponto Missionário da Graça Divina – João Pessoa – PB, uma pessoa participante vinda de São Luiz do Maranhão.

Um pouco dos momentos partilhados:

003.jpg013.jpg
010.jpg019.jpg
018.jpg0011.jpg
008.jpg0061.jpg

Carta Pastoral do Arcebispo +Rowan Cantuar

rowan-cantuar.JPG

 

Carta Pastoral do Arcebispo aos Bispos da Comunhão Anglicana

.

Para: Os Bispos da Comunhão Anglicana e das Igrejas Unidas Queridos irmãos e irmãs,

.

Em vista da conclusão da Conferência de Lambeth de 2008, quero oferecer algumas reflexões adicionais minhas sobre aquilo que os bispos reunidos em Cantuária aprenderam e vivenciaram.  Os que estiveram aqui poderão partilhar suas próprias reações com seu povo, mas podem ser úteis as minhas perspectivas sobre o lugar aonde fomos conduzidos.

.

Parece que, para a grande maioria dos bispos, este foi um momento em que se sentiu que Deus estava operando. A conferência não foi o momento de fazer novas leis ou decisões vinculativas; apesar da maneira como alguns expressaram suas expectativas, as Conferências de Lambeth nunca funcionaram diretamente dessa forma.  O Grupo de Elaboração da Conferência teve a convicção de que a principal necessidade da nossa Comunhão no momento era a reconstrução de relacionamentos – a reconstrução da confiança mútua – e da certeza da nossa identidade anglicana.  Com isso em mente, planejaram uma Conferência bem diferente, com a determinação de permitir que a voz de cada bispo fosse ouvida e de procurar um resultado final que realmente representasse, para os bispos, um relato autêntico de seus próprios trabalhos.

.

Acredito que a Conferência obteve bastante sucesso, bem mais do que a maioria das pessoas esperavam.  Ao final do nosso tempo juntos, muita gente, principalmente alguns dos bispos mais recentes, disseram que se surpreenderam com as tantas convergências que viram.  E não há dúvida que o desejo de praticamente todos os presentes era que a Comunhão ficasse unida.

.

Mas também reconheceram o desafio de ficar unidos e a possibilidade ainda presente de haver outras divisões. Enquanto as propostas para um Pacto anglicano prosseguem, ainda é possível que alguns não concordem. Houve uma nítida sensação que um pacto apoiará nossa identidade e coesão, embora os bispos queiram evitar um tom legalista ou jurídico.  Uma maioria expressiva dos bispos presentes concordaram que era necessário suspender as bênçãos de uniões entre pessoas do mesmo sexo e as intervenções entre províncias, mas sabiam das dificuldades de aplicação que isto teria para alguns, é preciso haver maior clareza em relação às expectativas exatas e ao que realmente pode ser implementado.  Não sabemos ainda o quanto esta sensação intensa de união incentivará a cautela nas atitudes mútuas.  Mas pode-se dizer que poucos participantes foram embora com a sensação de não terem se mudado em alguns aspectos.  

.

Estivemos conscientes da ausência de muitos colegas nossos e queríamos expressar nossa tristeza por se sentirem incapazes de estar conosco e o nosso desejo de construir pontes e de restaurar nossa confraternidade.  Também soubemos da reunião recente em Jerusalém e as declarações dali advindas; muitos de nós manifestamos um claro senso de afinidade com muito daquilo que lá foi dito e ficamos gratos de que muitos tenham assistido às duas reuniões, mas ainda há trabalho por fazer para aproximarmos mais uns aos outros e estamos determinados a fazer esse trabalho.      

.

O documento final da Conferência — “Reflexões” — não é um relatório, por assim dizer, no estilo das Conferências anteriores, senão uma tentativa do grupo encarregado de elaborá-lo de apresentar um relato honesto do que foi discutido e expressado nos grupos Indaba, que formaram o principal trabalho em comum da Conferência.  Embora este documento não seja um relatório formal, ele contém algumas indicações sobre as metas e premissas em comum da Comunhão.  Vou mencionar aqui algumas delas:

.

Primeiro, houve concordância quase total no sentido de que a Igreja precisa fazer sua parte, de forma plena, na luta mundial contra a pobreza, ignorância, e doença.  Repetidas vezes destacaram-se as Metas de Desenvolvimento do Milênio, e todos concordaram que as entidades tanto governamentais como não-governamentais de fomento ao desenvolvimento precisam criar parcerias mais efetivas com as igrejas e ajudá-las a aumentar a capacidade delas para promover mudanças em prol da justiça. Além disto, concordamos que necessitamos de uma maior valorização das aptidões na Comunhão para trabalhos coordenados nos campos de desenvolvimento. Nossa Caminhada e Testemunho em Londres e o memorável discurso do Primeiro Ministro do Reino Unido, deram grande foco nestes assuntos. E o desafio para cada bispo de identificar metas claras para desenvolver políticas ambientais responsáveis na vida da igreja foram articuladas de maneira bastante convincentes: as informações foram fornecidas para todos sobre como “a impressão de carbono” da própria Conferência poderia ser deixada, e um novo impulso foi dado para um auto exame cuidadoso e crítico de todas as nossas práticas. Fomos lembrados pelos depoimentos em primeira mão que a sobrevivência literal de nossas mais desfavorecidas comunidades corriam riscos como conseqüência das mudanças ambientais. Isto nos possibilitou ver a questão mais claramente, como uma justiça tanto para com a terra de Deus como para o povo de Deus.

.

Segundo, quanto à questão polêmica do dia, o respeito à sexualidade humana, havia uma forte convicção que mudanças locais prematuras ou unilaterais eram arriscadas e poderiam causar divisão, apesar da diversidade de opiniões expressadas nesta questão específica. Não havia nenhum desejo de revisar a Resolução 1.10 de Lambeth 1998, mesmo assim havia também um claro compromisso para continuar as discussões teológicas e pastorais das questões envolvidas. Além disto, para um apoio difundido pela moratória nas áreas já mencionadas, havia mais apoio pela idéia de um “Fórum Pastoral” como um recurso de direcionamento de tensões presentes e futuras, e como um centro de processamento de propostas a respeito do cuidado de grupos peculiares com opiniões dominantes voltados para suas Províncias. A função do “Fórum Pastoral” seria, portanto, evitar situações confusas de violação de fronteiras provinciais e conflitos de competências.

.

Importante reconhecer que todos estes problemas envolvem  sérias reflexões da natureza humana na doutrina Cristã  e um contínuo e profundo entendimento do casamento Cristão. Uma sessão conjunta com os bispos e esposas também nos lembrou que questões morais amplas sobre poder e violência nas relações entre homens e mulheres precisam de atenção, se vamos falar confiavelmente das tensões e sofrimentos daqueles que servimos.   

.

Terceiro, havia um desejo geral de encontrar melhores maneiras de gerenciar nossos interesses como uma Comunhão. Muitos participantes acreditavam que o método indaba, embora não tenha sido planejado para alcançar decisões finais, foi, de certa forma, um instrumento necessário de entendimento das questões em pauta. Mais tarde foi expresso entre os bispos o desejo de ampliação do método para que as conversas iniciadas em Cantuária pudessem continuar. O documento Reflexões servirá como um importante guia para o encontro dos Primazes e ACC que ocorrerá no primeiro semestre do ano que vem, e eu estarei buscando identificar os caminhos que precisaremos seguir a fim de avançar em algumas propostas sobre nossas estruturas e métodos. A Conferência foi ricamente abençoada pela participação e partilha dos participantes, que testemunharam sua compreensão da herança Anglicana, enquanto nos perguntavam sobre quão flexível e criativa são nossas políticas evangelísticas; sobre a integração de nossa paixão social com nossa teologia; e sobre a natureza da unidade que buscamos tanto dentro da Comunhão Anglicana como com outras famílias Cristãs. Muitos de nossos representantes ecumênicos participaram de forma plena em todos os nossos trabalhos e temos para com eles uma considerável dívida.

.

Finalmente, e mais importante de tudo, mantivemo-nos dentro de uma atmosfera de constante e profunda oração, proporcionado pelo grupo de Capelania. O compromisso dos membros da Conferência de louvar diariamente era impressionante, e isto tem muito a ver com a qualidade do louvor, tanto em momentos de profundo silêncio como de exuberantes celebrações. Foi de grande importância começar com um período de retiro no contexto da Catedral da Cantuária. As boas vindas que lá recebemos foram de imensa generosidade, e valorizamos a mensagem claramente dada: de que aquela era nossa Catedral, e que todos nós fazemos parte da comunidade de louvor que tem estado aqui desde que Agostinho veio para Cantuária em 597.

.

Mais uma vez agradeço a todos os presentes, a todos que planejaram e organizaram a Conferência, àqueles que compuseram os estudos bíblicos, àqueles que planejaram e monitoraram o trabalho dos grupos indaba e a todos os que nos serviram tão devotadamente das mais variadas maneiras – sem esquecer os Stewards, cuja energia juvenil, compromisso e incansável apoio, proporcionaram-nos grande esperança para o futuro. Obrigado a todos vocês – bispos, bispas e cônjuges – que compareceram, demonstrando um grande comprometimento e encorajando uns aos outros. 

.

Mas juntos damos graças a Deus por sua presença em nosso meio, sua fidelidade para conosco e suas bênçãos para com nossa Comunhão. Como foi dito no encerramento da sessão plenária, nós acreditamos que Deus tem muito mais bênçãos para derramar sobre toda nossa Comunhão; e pedimos sua graça e auxílio no ensinamento de como receber o que Ele deseja dar. “Ele que dá a semente ao semeador e pão em alimento, multiplicará a semente e fará crescer o fruto da justiça que vocês têm.” (2 Coríntios 9:10)

.

Seu servo em Cristo

+Rowan Cantuar

Primavera para a vida: Uma Ação Para Crianças

 criancas.JPG

Este ano, a Campanha Primavera para a Vida ganha força com o tema Direito e Justiça: Uma Ação Para Crianças devido a possibilidade de continuidade das ações de mobilização após dezembro, quando normalmente as ações eram arrefecidas.
.
O Ação para Crianças é um programa que a CESE está implementando em parceria com as agências holandesas Wilde Ganzen, Net4Kdis, Kidsrights e ICS. O objetivo é apoiar iniciativas que contribuam para a consecução das Metas do Milênio, tendo a criança e o adolescente como foco do trabalho.
.
Metodologia do Programa
A metodologia aplicada é a da Dupla Participação e funciona assim: de um lado, um grupo organizado tem um projeto a desenvolver e está em busca de apoio financeiro para garantir sua execução. De outro lado, pessoas em uma comunidade estão dispostas a mobilizar recursos para que bons projetos sociais sejam desenvolvidos. A CESE entra para concatenar esses dois lados e, no final das contas, dobra o valor que o grupo mobilizador conseguir angariar para o projeto. 
.
Exemplo:
O orçamento do projeto “A” é de R$   6.000,00.
O grupo mobilizador precisa conseguir R$    3.000,00

Para que a CESE entre com mais R$    3.000,00..
.
Tanto os projetos quanto as propostas de mobilização de recursos serão analisados, aprovados e acompanhados pela CESE.
.

uma-acao.jpg
Para maiores informações acesse:
www.cese.org.br
Ou escreva para:
acaoparacriancas@cese.org.br