REVDO. RICHARD FERMER DE VOLTA A INGLATERRA

 

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Nossa Diocese em conjunto com o Seminário Anglicano de Estudos Teológicos agradece a Deus os dois anos de convivência com o Revdo. Richard Fermer.

Sua colaboração foi importante como professor de teologia no SAET e como colaborador pastoral na Paroquia das Boas Novas em Caaporã – PB e no Ponto Missionário Betel no Cabo de Santo Agostinho – PE.

O Revdo. Richard também atuou entre nós na Comissão de Liturgia e, particularmente, na Comissão de Ministérios.

Somos muito gratos a USPG que possibilitou sua permanência em nosso meio.

A expectativa é que, agora na Inglaterra, continue a colaborar com o SAET no Curso de Teologia a Distância.

Nossa oração é que Deus ilumine os seus passos e torne o seu ministério sempre mais fecundo para a edificação da Igreja.

 

NOSSA IGREJA EM MACEIÓ – AL

A Comunidade BETHESDA, em Maceió, Alagoas, depois de deliberar em conjunto, decidiu voltar a integrar-se na Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

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O Bispo Diocesano, Reverendíssimo Dom Sebastião Armando, esteve na capital alagoana, acompanhado de sua esposa dona Madalena, no fim-de-semana de 06 a 07 deste mês de dezembro para estar com os membros da comunidade. Lá reencontrou pessoas que são membros confirmados da IEAB há mais de vinte anos, outras, há mais de onze, pessoas, portanto, fiéis ao Anglicanismo. Agora, superando eqüívocos, desinformação e malentendidos, decidem voltar a sua Igreja, “da qual, dizem, nunca deveriam ter saído”.

O Bispo recebeu a comunidade na comunhão da Igreja e salientou o simbolismo de isso acontecer justamente no Segundo Domingo do Advento, preparação do Natal, novo início do Ano Cristão. Ademais, chamou a atenção para o significado no título do ponto missionário: “Bethesda”, Casa da Misericórdia ou da Compaixão. Na verdade, é a compaixão a fonte da reconciliação entre os seres humanos, mais ainda na Casa do Senhor, a Igreja.

O trabalho em Maceió tem estado a cargo do Revdo. Washington dos Santos Franco, um dos clérigos mais antigos da IEAB no Nordeste. O Revdo. Franco permanecerá na direção dos trabalhos e já iniciou seu processo canônico de retorno à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, sob o orientação do Bispo e do Conselho Diocesano.

Irmãos e irmãs, sintam-se plenamente acolhidos, a “casa” nunca deixou de ser de vocês!

PARA CONGREGAR GUETOS CRISTÃOS

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Revdo. Antônio Gonçalves
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Uma amiga gaúcha, nascida em Pelotas mas lecionando na Universidade Federal de Santa Maria, me envia um e-mail com a seguinte provocação, que ela coletou num sítio internético, texto de autoria do Paulo dos Santos Nascimento, um pesquisador de excelente criticidade:  “se a Reforma do século 16 consistiu num afastamento das práticas da Igreja Católica, uma Reforma em nossos dias deveria consistir numa aproximação a outras práticas dessa mesma Igreja”. Transcrevo partes da reflexão do pesquisador Nascimento, intitulada Uma Reforma Protestante às avessas:  “O Protestantismo se sedimenta no Brasil a partir do século 19, com uma primeira frente a que chamamos de protestantismo de imigração, mas ganha status majoritário no protestantismo de missão: batistas, presbiterianos, episcopais, metodistas, etc. Mais do que as intenções missionárias, esses grupos protestantes aqui chegados, em maior parte dos EUA, estão imbuídos do ideal político liberal-modernizante. No que ele consiste? Primeiro, numa avaliação do “atraso” da sociedade brasileira como relacionado à hegemonia católica, e, segundo, na pressuposição de que o modelo político liberal-moderno representaria uma oportunidade para vencer o atraso dessa sociedade (daí muitos desses grupos apostarem forte na educação). Missão, para esse protestantismo recém importado, consiste no proselitismo, na luta anticatólica e na construção de uma sociedade que reproduza as condições norte-atlânticas de onde vem esse protestantismo.
E a Igreja Católica? Bem, essa ainda está presa à formatação tridentina, ou seja, a uma auto-percepção de uma Igreja superposta à sociedade, tutora espiritual hegemônica das comunidades, preocupada mais em preservar seu tesouro simbólico do que em servir à sociedade. Missão, para essa Igreja Católica, consiste em preservar sua hegemonia e sua influência social.
 Em meados do século 20 no Brasil fatores de ordem social, política e econômica, exigiriam uma revisão de todos os pressupostos missiológicos tanto de católicos quanto de protestantes. Quais fatores são esses? O Brasil, país que até a década de 1950 permanecia sendo de base social eminentemente agrária (grande exportador de café, fumo, borracha, açúcar), por ocasião dos governos populistas (com especial acento no governo Kubistcheck), entra no circuito dos países capitalistas tentando sair da mísera condição de exportador de bens primários e inicia seu processo de industrialização. Esse projeto recebeu a alcunha de desenvolvimentista (teoria crítica que teve inclusive como co-criador Fernando Henrique Cardoso).
Muito cedo as contradições desse projeto desenvolvimentista vieram à tona. No lugar do desenvolvimento, o subdesenvolvimento; no lugar da autonomia econômica, a dependência total dos países ricos; no lugar da superação da situação colonial, o neocolonialismo; no lugar do bem-estar social, o acirramento da desigualdade e do fosso entre ricos e miseráveis. E as Igrejas, como reagiram a isso tudo?
Em nível mundial, eu destacaria o Concílio Vaticano II (1962-1965) como a maior tentativa de reforma eclesial do catolicismo no século passado. Trata-se do concílio de abertura, que, definido rapidamente, representou o desejo de abrir a Igreja para o mundo, ouvir seus clamores e respondê-los pertinentemente. Pressupõe-se que uma estrutura velha não pode dar respostas a desafios novos. Dizia Pablo Richard num artigo recente dedicado à memória de Dom Helder: “o futuro da Igreja não está na aliança com o poder político, mas na encarnação da Igreja na sociedade civil. (…) A promoção humana é o terreno privilegiado da evangelização”. Menciono a seguir uma série de novas estruturas eclesiais alimentadas por esse espírito e surgidas depois do Vaticano II: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fundada por Dom Helder Câmara, que hoje é responsável pelas anuais Campanhas da Fraternidade; a Conferência do episcopado latino-americano em Puebla (1968), cujas decisões mais importantes inflamaram os anseios da Teologia da Libertação por voltarem-se todas para a realidade de opressão e miséria das maiorias nesses países; o Movimento Bíblico, cuja grande contribuição fora recolocar a Bíblia na mão do povo (embora a liberdade interpretativa esteja sempre sob os rigores do Magistério); as milhares de Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) espalhadas pelo Brasil e cujos anseios, de acordo com Leonardo Boff, refletiam uma nova maneira de ser Igreja (Católica) no Brasil – uma eclesiogênese –, mais descentralizada em termos de poder, mais afeita à participação efetiva dos leigos e mais engajada nos problemas concretos das maiorias pobres; as diversas Pastorais Civis, como a Pastoral da Terra, Carcerária, Universitária e da Criança, que representam a encarnação da igreja nos dilemas mais profundos da sociedade civil; além dos muitos grupos sem vínculo institucional, porém imbuídos do mesmo espírito e amparados pela participação de representantes oficias da Igreja, como as Comissões Justiça e Paz e o Conselho Indigenista Missionário.
Vejam, há algumas questões aí a serem ponderadas. Duas delas são: primeiro, a vantagem católica de ter um centro unificador do pensamento e do comportamento, que é o Vaticano; segundo, boa parte dessas conquistas é produto da “esquerda católica” e dos movimentos marginais. Tenho isso em mente.
Por mais surpreendente que seja, nós, protestantes, também reagimos muito bem a esses novos desafios. As décadas de 1950 e 1960 são, a meu ver, as mais ricas da história de nosso protestantismo brasileiro. Nasceram aí entre batistas, presbiterianos, luteranos, e outros, movimentos marcados pela preocupação com a realidade sócio-política do país.
Mas pergunto: quantos de nós ouviu falar em Richard Shaull e em sua obra? Ou do Setor de Responsabilidade Social da Igreja (SRSI), órgão da Confederação Evangélica Brasileira (CEB)? Ou da União de Estudantes Cristãos do Brasil (UCEB)? Quantos batistas aqui ouviram falar no Manifesto de Ministros Batistas de 1962? Quantos de nós ouviu falar na Conferência do Nordeste de 1963, cujo tema foi Cristo e o processo revolucionário brasileiro, contado com a participação de Paul Singer, Celso Furtado e Gilberto Freyre? Entre 1955 e 1962 o SRSI organizou quatro grandes conferências nacionais. Eis os temas: A responsabilidade social da Igreja (1955); A Igreja e as Rápidas Transformações Sociais no Brasil (1957); A Presença da Igreja na Evolução da Nacionalidade (1960); Cristo e o processo revolucionário no Brasil (1963). Quem entre nós tinha conhecimento disso?
Infelizmente, as forças conservadoras dessas igrejas todas venceram esse espírito. De mãos dadas com o regime militar, identificaram esses ideais como “comunistas”, e baniram o espírito profético do nosso protestantismo brasileiro. Diferentemente de nossos irmãos católicos, não temos hoje em dia muitos frutos perenes dessa época. Infelizmente.
Encurtando o papo: qual nossa tara hoje, e quais as Reformas das quais nos orgulhamos? Quais são os temas de nossos encontros e congressos? Eu digo: Igreja com Propósitos, Igreja em Células, G 12, G 5, e os demais genéricos… Isso porque estou falando do protestantismo de missão e não do neopentecostalismo e suas variantes. Por que não voltar a semear a mesma reforma daquele nosso protestantismo? Não seria essa uma grande Reforma para o nosso tempo?
Termino mudando um pouco a minha tese inicial: Se a Reforma do século 16 consistiu num afastamento das práticas da Igreja Católica, uma Reforma em nossos dias deveria consistir numa aproximação a outras práticas dessa mesma Igreja e num reavivamento do nosso espírito profético das décadas de 50 e 60. Deixe eu citar pra vocês ainda um trechinho do maior profeta brasileiro do século 20, Dom Helder Câmara: “Nunca se deve temer a utopia. Agrada-me dizer e repetir: quando se sonha só, é um simples sonho, quando muitos sonham o mesmo sonho, é já a realidade. A utopia partilhada é a mola da história”.
A hora da virada chegou!, como diz um frevo pernambucano danado de bom. Antes de ficarmos nós, os oriundos da Reforma, de ponta-cabeça, vendo a banda passar, sem ousadia nem criatividade, não sabendo fazer a hora, levando a vida a la Zeca Pagodinho. De olhinhos revirados, bracinhos levantados e sovacos à mostra a cada domingo, sem espiritualidade crítica alguma, mestres nos fuxiquismos auto-fágicos e na irresponsabilidade da não efetivação dos compromissos assumidos, não  percebendo, por omissão, conivência ou conveniência, a gigantesca trava encravada em nossos olhos, que obstaculiza uma sadia enxergância, aquela que é verdadeiramente digna da Mensagem do Homão da Galiléia, nosso Irmão Libertador.
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Fernando Antônio Gonçalves é clérigo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana do Recife, professor universitário e pesquisador social.

CARTA A BERTA A POPULAÇÃO DA REGIÃO NORDESTE

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A RNP+NE (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS – Região Nordeste), aproveitando a oportunidade do dia 1° de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra AIDS, vem tornar pública, através desta “Carta Aberta”, a necessidade de ser pautado nas agendas dos 09 Governadores Nordestinos, Secretarias dos Estados, Prefeitos e em especial nas agendas dos 104 Municípios Nordestinos com Programas Municipais de DST e AIDS.

A estabilidade apontada pelo Ministério da Saúde em relação à epidemia de DST/AIDS no Brasil não se aplica a Região Nordeste devido a varias conjunturas sociais com indicadores negativos. Os índices de DST/AIDS no Nordeste vêm aumentando, e a sobrevida das pessoas infectadas pelo HIV é bem menor em relação a outras regiões do Brasil, e a epidemia de Sífilis é uma das maiores comparada às outras Regiões.

O ano de 2008 foi marcado pelo não cumprimento do TFD (Tratamento Fora de Domicílio) por parte dos Municípios, dificultando a adesão ao tratamento, principalmente por aqueles economicamente mais carentes, e pelos usuários residentes nas cidades do interior, uma vez que os Serviços de Referência para Tratamento da AIDS ainda é centralizado nas grandes cidades;

Após mais de 25 anos de epidemia no mundo e 20 anos de SUS (Sistema Único de Saúde), o país continua sem uma Política Pública voltada para assistência das crianças,   adolescentes e jovens que vivem com HIV/AIDS no Brasil;

Os governos estaduais e municipais ainda não cumprem as pactuações, dificultando assim a garantia do acesso a medicamentos para doenças oportunistas e DST e insumos de prevenção como preservativos, gel lubrificante e kits para redução de danos;

As Pessoas que vivem com HIV/AIDS não recebem a devida atenção clínica na redução ou tratamento de efeitos colaterais causados pelos anti-retrovirais (coquetel), como por exemplo, a Lipodistrofia e a Lipoatrofia e outros efeitos adversos;

Diante dos grandes custos com a compra de medicamentos, faz-se necessário uma Política de Sustentabilidade para Produção Nacional de Medicamentos;

Fazem-se necessárias ações mais eficazes para o combate as DST/AIDS, necessitando a ampliação de investimentos financeiros oriundos dos tesouros Estaduais e Municipais, fortalecendo e ampliando os recursos humanos, técnicos e financeiros para a efetivação dos Planos de Enfrentamento as DST e AIDS como;

1-      Plano Nacional de Enfrentamento a Feminização da AIDS;
2-      Plano Nacional de Enfrentamento as DST e AIDS entre HSH, Gays e Travestis;
3-      Plano para Ampliação ao Diagnóstico do HIV e Sífilis;
4-      Plano de Enfrentamento as DST/AIDS entre a população negra e afrodesendentes;
5-      Plano de Inclusão Social para as Pessoas Vivendo com HIV/AIDS;
6-      Ampliação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

Dante de todo esse panorama, a RNP+NE conclui que os direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/AIDS no Nordeste só estarão garantidos com o cumprimento mínimo dessas agendas, e que as respostas governamentais no âmbito intersetorial, intermunicipal e interministerial no enfrentamento das DST e AIDS precisam ser executadas com mais responsabilidade.

Ficando expresso que toda a sociedade deve estar envolvida nas diversas formas de respostas no enfrentamento da epidemia de DST e AIDS no Nordeste e no Brasil.

E por fim, reforçamos aqui nossa luta pela não comercialização da saúde e pelo fortalecimento do SUS como a continuidade de uma Política Pública como um Direito Humano para todos e todas. 

RNP+NE – Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS – Região Nordeste

1º de Dezembro de 2008 – Dia Mundial de Luta Contra AIDS.

SEMINÁRIO ANGLICANO DE ESTUDOS TEOLÓGICOS – SAET

CONVITE

O SAET tem a honra de convidar clérigos, Ministras e Ministros Pastorais, postulantes e toda gente diocesana, amigos e amigas da região metropolitana do Recife para participarem da nossa Celebração Eucarística e do nosso Culto em Ação de Graças por mais um ano concluído.

Teremos também uma palestra com a Psi. Ilcélia Alves Soares.
Tema: Igreja, familia e violência doméstica.

Contamos com a presença de todas as pessoas!

Hoje: Segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Local: Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – SAET
Rua: Coelho Leite, 57 – Santo Amaro/Recife
Horário: 19h30 (Pontualmente)
55 81 34211684

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Começa campanha de ativismo contra violência de gênero

No contexto da campanha realizada pela sociedade civil com o objetivo de celebrar o 60° aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH60), o Centro pela Liderança Global das Mulheres (CWGL – sigla em inglês) convida a todos para participar da campanha de 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, que será realizada de 25 de novembro até 10 de dezembro. Hoje, se celebra o Dia Mundial pelo Fim da Violência contra as Mulheres.”Convidamos os grupos a enfocar seus planos para a campanha dos 16 Dias de Ativismos contra a Violência de Gênero de 2008 em atividades relacionadas aos múltiplos desafios que as mulheres enfrentam no campo dos direitos humanos ao redor do mundo e a celebrar a liderança das mulheres em defesa dos direitos humanos”, afirma a convocatória do Centro.

As atividades do CWGL orientam-se por meio das seguintes áreas de trabalho: apoiar as mulheres defensoras dos direitos humanos; pôr fim à violência contra as mulheres; fortalecer as estruturas de igualdade de gênero da ONU; exigir um aumento nos fundos econômicos dedicados à igualdade de gênero. Segundo o Centro, a campanha DUDH60 contribui como uma oportunidade para realizar atividades em prol dos direitos humanos das mulheres e pelos esforços para acabar com a desigualdade de gênero e criar um mundo livre de violência, discriminação e injustiça.”Os marcos globais para a realização dos direitos das mulheres têm sido concretizados na Convenção das Mulheres (CEDAW), e nos documentos dos outros processos da ONU, como, por exemplo, a Declaração de Viena sobre os Direitos Humanos, o Programa de Ação de Cairo, a Plataforma de Ação de Pequim, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Cúpula Mundial. As mulheres têm tido êxito em exigir a vontade dos Estados para a criação de verdadeiras mudanças. No entanto, ainda falta a implementação e os recursos para poder cumprir esses compromissos”, acrescentam.

O Centro convida as instituições e os movimentos sociais a elaborarem sua própria atividade ou a participarem de uma atividade dos 16 Dias na comunidade ou escolas. Pela internet, haverá um diálogo eletrônico mediante o qual as ativistas podem compartilhar informação sobre seu trabalaho contra a violência, construir relações de trabalho ao redor do mundo, além de elaborar estratégias e propor temas para a campanha anual dos 16 dias.

No último informe regional divulgado pela Organização Pan-americana de Saúde (OPS) com dados de 2007, os números sobre a violência contra a mulher na América Latina e no caribe não só se mantiveram, mas também, em alguns países, aumentaram. Segundo o relatório, é necessário avançar rumo a uma política pública que acentue o dever de diligência do Estado de proteger as mulheres contra a violência.

Os números são alarmantes. No Chile, de 1990 a 2007, mais de 900 mulheres haviam falecido por causa de homicídio, em grande maioria, vítimas de seus companheiros ou ex-companheiros. Em Bahamas, o feminicídio representou 42% do total de assassinatos em 2000, 44% em 2001 e em 53% em 2002. No Uruguai, uma mulher morre a cada nove dias como resultado da violência doméstica.
 
Para saber mais sobre a campanha, acesse:

http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html

http://www.adital.com.br/site/index.asp?lang=PT

Semana de Reflexão Teológica – SAET

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SEMANA DE REFLEXÃO TEOLÓGICA

Dos dias 25 a 27 de novembro de 2008, a partir das 19h30, teremos a Semana de Reflexão Teológica do Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – SAET

Com preleção do Revdo. Dr. Carlos Eduardo Calvani

Tema: NOSSA FÉ!

AGUARDAMOS SUA PRESENÇA!

local: CATEDRAL ANGLICANA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Rua: Alfredo de Medeiros, 60

Espinheiro

Próximo ao COMPREBEM do Espinheiro

Mais informações:

55 81 34211684

55 81 32421868

55 81 91697019

saet.recife@gmail.com

Skype: seminarioanglicano

Bahia tem bons resultados do II Simpósio de Religião e Cultura

Simpósio sobre Religião e Cultura surgiu como uma proposta da comunidade da Igreja Episcopal Anglicana em Salvador, Bahia (BA). Enquanto Igreja percebeu a necessidade de dialogar com a sociedade soteropolitana sobre a relação que se estabelece entre religião e cultura em suas múltiplas vertentes. A temática abordada no primeiro Simpósio realizado em novembro de 2007 foi o “Deus que se Revela: na Beleza, na Cultura, no Prazer e na Diferença”. Para a promoção deste evento contou-se com a participação fundamental de reverendos e amigos Anglicanos, Batistas, Presbiterianos e Católicos Romano.  

Como conseqüência da ótima repercussão do simpósio, as Igrejas participantes foram convidadas a participarem efetivamente da comissão de organização do Simpósio 2008. Após muitas reflexões, o tema escolhido para 2008 foi “Cristianismo e Cultura Popular”. 
 

O Segundo Simpósio de Religião e Cultura teve como o objetivo contribuir para a promoção de um diálogo com a sociedade soteropolitana sobre Cristianismo e Cultura Popular, a fim de promover e fortalecer o respeito mútuo, valorizando as diferenças como elemento de enriquecimento da diversidade cultural. 

Entendemos que a intolerância tem chegado a uma escala macro por que atitudes intolerantes têm sido alimentadas nas micro relações familiares, nas comunidade de fé e nas escolas, entre outros espaços. Com o seu crescimento, a intolerância ganhou hegemonia ideológica em determinados grupos que ansiavam pela conquista e/ou manutenção do poder.  

Diante desta realidade, as Igrejas participantes pretendem que o simpósio contribua para a promoção e o fortalecimento de um diálogo aberto com a sociedade soteropolitana, fomentando o respeito mútuo, valorizando as diferenças como elemento de enriquecimento da diversidade cultural e promovendo uma relação onde o outro deve ser respeitado na sua diferença. Para as Igrejas, o Simpósio possui um papel profético numa sociedade tão diversa social, cultural e religiosamente. Pois, perceber o Cristo que se revela na cultura popular em suas múltiplas nuanças, é perceber a dignidade que há no outro, no seu modo de ler e ter a experiência do mundo.  

A proposta do tema “Cristianismo e Cultura Popular”  propôs uma reflexão de como os valores cristãos foram paulatinamente incorporado às práticas e representações, a partir do cotidiano de homens e mulheres nordestinos. Estes fizeram memória de sua fé em cordéis, músicas, autos, festas populares e ritos de cura entre outras manifestações, sincretizando, com outros valores culturais e outras expressões de fé. Também houve o desejo de contribuir para que o povo nordestino valorize sua cultura e reconheça nela os valores que construíram sua história. 

A organização desejou, com este segundo Simpósio sobre Religião e Cultura, continuar fomentando a via do diálogo como meio de promover e fortalecer o respeito mutuo, além de contribuir para multiplicar o número de pessoas comprometidas com a construção de um mundo sem violência.  

O evento contou com um público bem eclético variando entre as denominações protestantes, Católicos Romanos, representantes das religiões afro-ameríndias, espíritas e espiritualistas entre outros. 

Para a realização deste Simpósio contamos com o apoio da Paróquia Anglicana do Bom Pastor e da Igreja Batista de Nazareth na realização, da CESE, Coordenadoria Ecumênica de Serviço, CONIC – Ba, do CETEFEN Centro de Estudos Teológicos Feministas do Norte/Nordeste, da Igreja Presbiteriana da Aliança, além de amigos e padres Católicos Romanos. 

Aproveitamos para agradecer a todas e todos que nos ajudaram a construir esse espaço de vivências e reflexão e aos nossos parceiros e parceiras de caminhada, Reverendo Bruno Luiz Teles de Almeida, Reverendo Stephen Taylor, a Dom Sebastião Gameleira, a Profª Esp. Raimunda Oliveira, ao ProfºMs. Jorge Nery, a Profª Esp. Aletuza Leite, ao Pastor Joel Zeferino, a Profª Drª Edilece Couto, a Profª Drª Marli Wandermurem, ao Profº Dr. Ordep Serra e ao Profº Eduardo Hoornaert que nos ajudaram compartilhando conhecimento e experiências. 

De modo especial agradecemos a equipe de elaboração e coordenação deste evento Profª Msª. Bianca Daéb’s, Rebeca Seixas, Eveline Bispo, Mariana Abdon, Jilson Soares e Ana Patrícia a dedicação e empenho na realização do Segundo Simpósio de Religião e Cultura. 

Em reunião com a comissão de organização e implementação do Simpósio de Religião e cultura ao durante o evento foi sugerido que o tema para o SRC de 2009 fosse Religião e Sexualidade, que foi acolhido pela comissão e anunciado oficialmente no fim do evento pela coordenação do SRC-2008.

Deste modo, concluímos o relatório do Simpósio sobre Religião e Cultura 2008 contando com o apoio e as orações para a realização do Simpósio 2009.     
 

Fraternalmente,

Equipe do SRC-2008

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